Eu,
algo que se dissolve
em noites bêbadas
e entranhas dilaceradas.
Eu,
um algo que me escapa
e me fere pelas costas
sem que haja tempo
de me virar para olhar.
Eu,
um susto desacompanhado
sem pretensão alguma
além do espanto.
Eu que me miro
e atiro
no que não conheço
depois fico fitando
cadáveres sem rosto
dentro de mim.
Eu
que queria amar
mas me ocupo demais
com nadas
substânciais.
Eu
que queria ser o que respiro
e fluir
mas me atenho
a ser
o que deliro
e me iludir.







